Saúde e Cuidado

Seu cachorro está deprimido? Saiba como diagnosticar e qual é o tratamento adequado

(Imagem: Shutterstock)

Seu cão está triste, amuado, quieto, não brinca mais e não há nada o que consiga fazer para ele volte a ser aquele animal alegre como antes? Ao perceber esse comportamento, surge a dúvida: ele está com algum tipo de doença grave ou é depressão? Como notar essas alterações e o que fazer nesses casos? É isso que vamos ver no texto a seguir.

 
 

Entenda um pouco a depressão canina

Todo dono de cachorro deve estar ciente dos sinais clínicos da depressão canina. Quanto mais familiarizado estiver, mais rápido e eficaz será o diagnóstico e tratamento.

Resolva as dúvidas mais comuns em relação à depressão em cães e saiba como agir com relação a esse problema.

 

Por que os cachorros entram em depressão?

Há diversos motivos que podem estar envolvidos: perdas afetivas, mudanças de local ou experiências traumáticas diversas.

Essa é uma dúvida comum, mas, assim como no caso dos humanos, os motivos podem ser muitos e fica difícil dizer exatamente a razão do comportamento do seu pet.

Nesse momento, o ideal é tentar rever os últimos acontecimentos na vida do cão e achar alguma situação em que ele possa ter sofrido um trauma. Mesmo sendo difícil, tente rever o comportamento do cachorro nos últimos meses e busque associar a alguma possível mudança.

Em sua maioria, as causas da depressão em cães são:

  • mudanças de rotina: por exemplo, se estavam acostumados a passear todos os dias em um determinado horário e agora não passeiam mais.

  • mudanças de local: se foram adotados recentemente e não se adaptaram ao local novo devido à falta de espaço ou de atenção em relação ao lugar anterior.

  • morte de pessoas queridas: se dono faleceu ou, ainda, algum outro animal que convivia com o pet.

  • perda de liberdade: caso ele ficasse solto no quintal e agora esteja preso em um pequeno espaço.

  • período de doença: animais que estiveram com alguma doença grave estão mais propensos a desenvolver este tipo de depressão, pois tiveram sua rotina  e seus hábitos modificados de alguma forma, o que pode causar um grande estresse.

 

Quais são os sinais clínicos da depressão?

Os principais sinais clínicos são: isolamento, falta de apetite, tristeza e apatia.

Os sinais clínicos da depressão canina podem variar conforme o temperamento do cão: se o animal for muito carente, a possibilidade de ele desenvolver um quadro depressivo é muito mais fácil do que de um cão que seja mais reservado.

(Imagem: Shutterstock)

Os principais sinais clínicos da depressão canina são:

  • perda de apetite: você verá que ele não está comendo como antes e está perdendo peso;

  • isolamento: já não brinca com os demais animais ou com os humanos da mesma forma que antes e se isola em algum canto da casa;

  • apatia: não responde a qualquer estímulo novo para brincar ou sair do seu isolamento;

  • tristeza profunda: seus olhos ficam fundos e tristes;

  • intolerância ao toque: geralmente, os animais depressivos não gostam de ser tocados, demonstrando mais uma evidência de isolamento social, quando não querem a presença de ninguém por perto.

 

Em quais raças de cães a depressão canina é mais comum?

Mesmo que qualquer raça possa desenvolver a doença, cães de companhia são mais propensos a isso.

Não existem raças especificamente mais propensas ao aparecimento da doença, mas cães de companhia podem desenvolver a depressão mais facilmente que os demais, pois são emocionalmente dependentes dos donos e qualquer mudança de comportamento ou na rotina pode afetar o seu estado emocional.

De qualquer forma, vale ressaltar que qualquer animal está correndo o risco de desenvolver esse problema devido a um estresse, então, independente da raça, fique atento ao comportamento do seu cão.

 

Como prevenir?

Procure estar atento ao seu cão e evite situações que desencadeiem o estresse, como mudanças e exposição a situações traumáticas.

(Imagem: Shutterstock)

O melhor tratamento para qualquer tipo de condição sempre é a prevenção, e não é diferente com a depressão.

Tome cuidado ao criar hábitos nos animais que depois não consiga cumprir. Por exemplo, você resolveu que vai passear com ele todos os dias antes do trabalho, mas, depois de um tempo, cansou, mudou de horário e não vai mais passear com ele. Nesse momento, ele vai sentir a falta daquele passeio e pode ficar deprimido.

Assim, se criar um hábito, esteja ciente de que precisará continuar a cumpri-lo, caso sejam passeios pense em contratar outra pessoa para passear com ele, ou se o horário foi mudado entenda que ele pode ficar deprimido por algum tempo, mas não deixe de realizar a atividade física.
Além disso, não deixe de dar atenção a um cão que está acostumado a ser mimado, pois ele sentirá falta desse carinho. Então, se o mesmo foi criado assim e você está sem tempo de mimá-lo, lembre-se você tem vários amigos, mas ele tem apenas você.

Quais os tratamentos indicados para a depressão canina?

Depois de tirar as dúvidas sobre os principais pontos de uma depressão canina, se você notar que há algo errado com seu animal, procure sempre um médico veterinário, visto que quanto antes conseguir identificar o problema, mais rápido irá chegar a sua solução.

A seguir, acompanhe uma listagem das opções de tratamento para a depressão canina.

 

1. Medicamentos, alopáticos ou homeopáticos

Antidepressivos, florais de Bach ou remédios homeopáticos auxiliam no tratamento.

Remédios alopáticos, como os antidepressivos utilizados em humanos, Florais de Bach e homeopatia podem ser prescritos pelo médico veterinário quando diagnosticada a depressão. O tipo de tratamento vai depender do estágio depressivo do cão e o diagnóstico a que o médico veterinário chegou.

Algumas características podem ajudar no momento de escolher o tipo de remédio para dar ao seu cão:

  • homeopatia: se o problema da depressão do cão for a perda de alguém, o Ignatia pode ajudá-lo a superar a dor da perda. O ideal é uma ou duas gotas durante dois ou três dias, logo no início da perda. Apesar de não ser reconhecido pelas principais associações de clínicos veterinários como tratamento efetivo, a homeopatia pode produzir resultados eficientes em casos de depressão em cães.

  • alopatia: a alopatia (ou a medicina tradicional que conhecemos) está associada a remédios de laboratório que têm se mostrado eficientes no tratamento da depressão em cães. Tratamentos à base de butirofenonas são os mais indicados para esses casos.

Importante: nunca medique seu cachorro por conta própria. Ao primeiro sinal de depressão, leve-o a um médico veterinário especializado, que pode ser encontrado aqui no AgendaPet.

 

2. Terapia

Descobrir a causa da depressão e tratar a origem do problema é uma forma de curar a depressão canina.

Sim, existe terapia para cães! Nesse caso, nada mais é do que tratar o problema inicial da depressão. Assim, se o dono já conhece a causa, será mais fácil realizar o tratamento.

Quando o dono do cachorro não sabe o problema, serão feitas algumas sessões com o médico veterinário para que o mesmo possa investigar as causas do problema e será necessária a participação do dono para que descubram quando ocorreu a mudança de comportamento.

Depois de descoberto o problema, basta tratá-lo de maneira adequada. Se o problema for falta de carinho, por exemplo, o dono deverá se dedicar mais ao animal.

 

3. Mime o animal

Dar atenção ao cão quando ele está triste é uma boa forma de mostrar o quanto ele é especial.

Se o animal está triste e se sentindo sozinho de alguma forma, ficar por perto dando carinho e mostrando como ele é importante para você pode mudar de maneira favorável o comportamento do pet. Tente lembrar do que ele gosta de fazer, das brincadeiras preferias e o incentive a isso em todos os momentos.

Combine com todos os seus familiares para fazerem o mesmo. Quanto mais atenção ele tiver, mais protegido se sentirá, fazendo com que os sinais de desapareçam.

A depressão canina, quando não tratada de forma correta, pode desencadear outras doenças no organismo, pois, como há falta de apetite, o animal deixa de consumir os nutrientes necessários, desencadeando uma série de problemas de saúde secundários.

Fique sempre atento ao comportamento do seu cão para evitar a depressão canina e, caso note alguns dos sinais, procure um médico veterinário imediatamente. Cuidar do seu animal é a melhor prova de amor que você pode dar a ele.


 

 

 

(Equipe AgendaPet)

 

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