Saúde e Cuidado

O que é a Atrofia Progressiva de Retina (APR), como diagnosticar e tratar

(Imagem: Shutterstock)

 

Assim como nós, os cães e gatos também estão sujeitos a doenças oftálmicas, tais como conjuntivites, úlceras de córnea, catarata, cegueira, uveíte, exoftalmia  estrabismo, entre outras. Essas doenças, quando não diagnosticadas e não tratadas, podem deixar o seu bichinho cego.

O que é a Atrofia Progressiva da Retina? 

De origem hereditária, a Atrofia Progressiva de Retina (APR) é uma das principais causas de cegueira em cães.

Uma das principais causas de cegueira em algumas raças de cães,  a Atrofia Progressiva da Retina, também é conhecida como APR ou Degeneração Retiniana. 

A retina é o local onde se forma a imagem ou visão que é traduzida pelo cérebro. A atrofia da retina é a perda da função de alguns componentes dos tecidos que formam a retina e, desta forma, comprometem seu funcionamento.

A APR é, na maioria das vezes, bilateral, ou seja, ocorre nos dois olhos.  Não apresenta predisposição sexual, podendo ser diagnosticada em machos e fêmeas.

Trata-se de uma doença hereditária, que é transmitida de pais para filhos, e, embora possa acometer qualquer cão, algumas raças, listadas a seguir, estão mais predispostas: 

Gatos também podem ter Atrofia Progressiva de Retina, mas é raro

Essa doença é mais rara em gatos, com maior predisposição aos Abissínios. 

Em gatos, essa doença é pouco frequente e os sinais mais notados pelos proprietários são: dificuldade visual (podendo chegar à cegueira), impacto com objetos ao caminhar, e relutância para saltar. 

Dentre as raças, a Abissínio é a mais predisposta.

Alguns estudos recentes mostram que gatos podem ter a Atrofia Progressiva da Retina (APR) secundária (em reação ao uso de altas doses de certos antibióticos), normalmente realizada por leigos, sem a orientação adequada de um profissional. Nesses casos, assim que a doença for diagnosticada, o uso do medicamento deve ser imediatamente suspenso. Os Siameses estão mais propensos a ter APR secundária.

Como diagnosticar?

Os sinais clínicos não são evidentes, sendo a principal evidência, a dificuldade na visão, durante o período noturno.

(Imagem: Shutterstock)

No início, é difícil notar que seu bichinho tem essa doença. O animal não reclama de dor, não apresenta secreções oculares ou sequer demonstra qualquer outro sinal de fácil percepção que indique a APR, exceto a dificuldade de visão noturna. O cão apresentará mais dificuldade de visualização de objetos à noite, o que aumentará com o tempo. Fique atento!

As lesões só poderão ser encontradas pelo médico veterinário. Assim, ao primeiro sinal de dificuldade de visão noturna, leve o seu cachorro para ser examinado. 

O exame mais utilizado para diagnosticar a APR é a eletrorretinografia (ERG), que permite estudar a resposta da retina a estímulos luminosos. Utilizam-se eletrodos que captam a atividade elétrica da área funcional da retina, em resposta a estímulos de "flashes". Esse exame é feito com o animal acordado, não causa dor alguma e já é oferecido em diversas clínicas. 

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Infelizmente não há cura para a Atrofia Progressiva de Retina

O foco do tratamento acaba sendo em melhorar a qualidade de vida do cachorro.

(Imagem: Shutterstock)

Não há tratamento para a Atrofia Progressiva da Retina (APR), infelizmente, e ela progride até causar a cegueira total. Isso pode levar meses ou anos, variando da predisposição genética de cada animal. 

Como se trata de uma degeneração associada a uma origem genética, é fundamental que esses animais, no caso de serem de criadores especializados, sejam retirados de programa de reprodução, a fim de evitar a propagação da doença.

Animais com essa doença aprenderão a conviver com a cegueira e poderão ter uma vida normal.  É importante visitar sempre o médico veterinário que poderá orientar sobre os cuidados necessários nessa fase de adaptação, dando, assim, uma melhor qualidade de vida ao seu bichinho.

O aparecimento de catarata é uma consequência comum da doença

A catarata acaba aparecendo em casos avançados de APR e pode mascarar o diagnóstico.

(Imagem: Wikipédia)

 

A catarata (opacidade no cristalino, que é uma estrutura presente no olho) é comum no final do curso de uma APR. 

Em muitas raças, a catarata pode mascarar a APR já existente, pois, nos estágios mais avançados, impossibilita o exame fundoscópico (exame de fundo de olho) e inviabiliza a observação de alterações retinianas.  

A catarata é tida também como uma das principais causas de cegueira em cães. Em geral, pode ser tratada através de cirurgia, mas, se aparece junto com a APR, o tratamento não terá efeito. Se, após o eletrorretinograma, a retina do animal estiver com alterações, não se pode garantir o recobramento da visão. Se o ERG não estiver completamente "apagado", existe uma pequena chance de o paciente recuperar a visão por um período indeterminado de tempo, de acordo com a evolução da APR.

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(Equipe AgendaPet)

 

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