Saúde e Cuidado

Como fazer um parto canino? Confira um passo a passo e dicas para um parto tranquilo

(Imagem: Shutterstock)

Ter uma cachorra e ficar apreensivo na hora do seu parto é normal para quem ainda não tem muita experiência. Por isso, ajudar neste momento é o ideal. 

 

Veja dicas para um passo-a-passo canino e saiba o que fazer nesta hora.

Acompanhando a gestação

O tempo de gestação de uma fêmea canina é, em média, de 60 dias, podendo variar por alguns poucos dias, para mais ou para menos, sem motivo para desespero.

Levar a cadela ao veterinário quando notar que ela terá filhotinhos é importante, para saber como está a condição dela e a condição dos filhotes, mesmo quando se opte por fazer o parto em casa.

 

Preparação do parto

Agitação e procura por um canto aconchegante e protegido são indicações de que a hora do parto está chegando.

(Imagem: Shutterstock)

Antes de parir, geralmente já no dia anterior, a fêmea pouco se alimenta, e na iminência do parto, procura por um local calmo e aconchegante para dar a luz. Não é à toa que muitas pessoas que se esquecem que a fêmea está próxima de dar a luz acabam encontrando-a em um cantinho escondido da casa, ou dentro de armários, onde se sentem mais protegidas.

Quando vir que está chegando perto do parto, prepare um cantinho aconchegante para ela, com jornal picado, papelão e/ou panos limpos, fáceis de serem trocados, e que possam ser dispensados depois. Quando disponível, caixas, almofadas, cobertores, etc. também podem ser usados para o ninho. É importante que os filhotes não fiquem em contato direto com o piso, pois ainda não possuem capacidade de manter sua temperatura constante e seus corpinhos aquecidos.

Para saber quando está chegando perto da data, observe o comportamento dela, pois as mamas vão aumentar devido à produção de leite e a temperatura retal pode se alterar.

À medida que o parto se aproxima, se inicia a formação e a secreção do colostro, que pode ser observado, apertando-se delicadamente as tetinhas. O abdômen já está bem distendido e a fêmea apresenta-se inquieta. As contrações se iniciam de forma lenta e gradualmente vão aumentando em frequencia e intensidade, fazendo com que ela procure se refugiar em um local isolado. As contrações aumentam ainda mais e culminam com a ruptura dos envoltórios fetais e saída do primeiro filhote. 

Problemas de parto (distocias) ocorrem, na maioria das vezes, no nascimento do primeiro feto. Geralmente, se o primeiro filhote nasce sem problemas, o parto é naturalmente tranquilo.

 

O momento do parto

O momento do parto é de muita apreensão e o feto pode sair da cavidade uterina de várias maneiras, que tecnicamente chamamos de apresentação, posição e atitude:

  1. O mais comum de ocorrer (parto eutócico) em carnívoros é o que se conhece por apresentação longitudinal anterior, posição dorso-sacral e atitude estendida – o filhote sai de frente, com a cabeça e membros anteriores (braços) estendidos. Pode-se considerar uma situação não-anormal, também, que os membros anteriores estejam flexionados;

  2. Apresentação longitudinal posterior, posição dorso-sacral e atitude estendida – é quando o filhote sai de costas, com os membros estendidos. Ocorre com menos frequência, mas, geralmente, não complicam o andamento do trabalho de parto;

  3. Quaisquer outras condições adversas a essas (apresentação transversal – filhotes “virados”) necessitam da intervenção urgente do médico veterinário, evitando assim o prolongamento do tempo do parto e consequências mais graves para a parturiente e para os filhotes.

A contração da musculatura uterina e a ejeção do leite pelas mamas dependem da secreção de um importante hormônio chamado ocitocina. Este hormônio é produzido por uma glândula chamada hipófise e sua produção e secreção são moduladas por estímulos importantes, como o ato dos filhotes sugarem as tetas. Por isso, colocar o primeiro filhote para mamar o quanto antes faz com que as contrações uterinas não diminuam tanto e que os próximos filhotes nasçam mais rápido.

Além disso, a fêmea lambe os filhotes, rompe o cordão umbilical e come a placenta, o que estimula ainda mais as contrações, abreviando o intervalo de tempo entre o nascimento de um e outro filhote. Um intervalo de até 1 hora entre o nascimento de cada filhote é considerado normal. Caso este tempo seja excedido é recomendável acompanhamento de um médico veterinário de sua confiança.

Geralmente o instinto natural da fêmea faz com que ela resolva toda a situação sozinha, sem necessidade de tração (puxar o filhote) ou qualquer outra manobra obstétrica mais complicada.

(Imagem: Shutterstock)

Quando o trabalho de parto chegar ao fim, a fêmea se mostrará relativamente calma, as contrações cessam e os filhotes mamam calmamente. Caso haja suspeita de retenção de algum anexo fetal (placenta), procure o médico veterinário para lhe orientar melhor. 

Forneça água e ração para a fêmea, para repor as perdas e deixá-la em melhores condições de se reabilitar de todo o esforço dispendido. 

Evite ficar pegando os filhotes e a presença de pessoas estranhas, pois isto pode estressá-la, o que é completamente indesejável. Pode ser que ela leve 24 horas para sair do ninho e fazer suas necessidades. Não se assuste! Nas primeiras 24 horas ela se dedica integralmente a cuidar dos bebês.

Assim que possível, procure o atendimento de um médico veterinário para receber as primeiras orientações sobre como proceder com os novos membros da família. Nos primeiros dias eles são extremamente frágeis, e esta ajuda é muito importante.

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Complicações que pode haver durante o parto canino e como ajudar

Mesmo que você se prepare e fique atento ao parto podem ocorrer complicações e é importante estar atento para chamar o veterinário e tomar os cuidados necessários enquanto ele não chega.

 

1. O filhote fica preso na hora de sair

É recomendado que não se puxe o filhote quando estiver saindo, mas pode acontecer dele ficar preso, seja pela posição de saída ou outro problema na contração da cadela. Caso isso aconteça, segure o filhote e com a ajuda de uma toalha vá puxando-o levemente para baixo, sem forçar muito. Se vir que ele não sai mesmo assim, aguarde a chegada do veterinário.

 

2. A mãe não limpou os filhotes depois do parto

É normal que a cadela limpe os filhotes depois do nascimento, mas caso isto não ocorra, pegue o filhote com uma toalha limpa, retirando primeiro a membrana do seu rosto.

Depois disso, limpe o restante do corpo e massageie o filhote vagarosamente para estimular a sua respiração, certificando-se de que não há líquido na boca e nas narinas.

 

3. O filhote está com dificuldades respiratórias

Se mesmo depois de limpo, o filho estiver respirando com dificuldade, pegue-o na palma da mão com uma toalha e segure sua cabeça, fechando a mão com o polegar e segurando-o de cabeça para baixo, balançando para que seja estimulado. Assim, o muco que está impedindo a respiração se solta e ele volta a respirar bem.

Mais uma vez, vale lembrar que estes procedimentos são apenas para que possa prestar socorro enquanto o veterinário não chega e não substitui em nenhum momento a presença do profissional diante de uma complicação no parto canino.

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Veja como é um parto canino passo-a-passo para ser surpreendido e estar preparado:

 

 (Fonte: YouTube)

 

 

 

(Equipe AgendaPet)

 

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