Saúde e Cuidado

Meu cachorro está com carrapato! O que eu faço?

(Imagem: Shutterstock)

Que os carrapatos são verdadeiros inimigos do bem-estar dos cães, isso todo mundo já sabe. Mas algumas espécies de carrapato são especialmente perigosas. Além de se alimentarem do sangue dos cachorros e causarem coceiras, podem transmitir doenças graves e até mesmo fatais.

 

Se o seu cão pegou carrapato, saiba que isso não tem nada a ver com a higiene de seu lar. Eles se escondem até mesmo no teto! Os carrapatos são mais comuns em ambientes rurais, mas isso não quer dizer que não existam em ambientes urbanos.

Os carrapatos são parasitas, isto é: para viver e se reproduzir dependem de outro ser vivo. Cães, cavalos e até pessoas podem ser suas vítimas. Eles são artrópodes aracnídeos, parentes das aranhas e dos escorpiões, e sua forma varia dependendo da espécie e da etapa de vida em que se encontra. 

Alguns carrapatos chegam a triplicar de tamanho ao se alimentarem do sangue de seu hospedeiro. Por essa razão, é mais fácil visualizá-lo quando ele já está há algum tempo se aproveitando de sua vítima.

No Brasil, devido ao clima, os carrapatos são muito comuns, em todas as épocas do ano. As zonas endêmicas de maior incidência são geralmente mais quentes, como o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste. Sul e Sudeste têm menos casos, mas isso não quer dizer que estejam livres. Há pouco tempo, houve um surto de febre maculosa na região de Ribeirão Preto. 

O litoral brasileiro, pela umidade e vegetação, também é um local propício para os carrapatos. Por isso, se vai viajar com seu cãozinho, lembre-se de protegê-lo!

 

Tipos mais comuns de carrapatos que "atacam" os cães

No Brasil, há inúmeras espécies de carrapatos; o clima tropical favorece sua reprodução.

"Carrapato vermelho do cão" ou "Carrapato marrom do cão"

Pode causar alergias, anemia e é um dos principais transmissores da babesiose canina e da erliquiose, doenças graves que afetam o sangue.

(Imagem: Shutterstock)

Esse carrapato, originário da África, é muito comum e ocorre em todas as regiões do Brasil. Ele raramente ataca outros mamíferos, ocorrendo predominantemente em cães. Ele prefere lugares secos e altos para se esconder até encontrar um hospedeiro para se alimentar. O fato de ele não andar no chão e gostar de ambientes mais urbanos o tornam mais difícil de eliminar.

Esse carrapato pode transmitir doenças potencialmente fatais, como a babesiose e a erliquiose. Suas regiões preferidas de ataque são as partes inferiores dos membros e orelha, mas isso não significa que não possam atacar outras partes do corpo.

 

Carrapato Ixodes ricinus

É o carrapato responsável pela doença de Lyme e meningoencefalite do carrapato.

(Imagem: Shutterstock)

Esse carrapato é originário da Europa, e se adaptou muito bem ao solo brasileiro. Muito comum em gramas, vegetações e até em árvores, pode viver no vaso de um apartamento ou em propriedades rurais.

Pode ser vetor da doença de Lyme e da meningoencefalite. Apesar de ser bem comum em cães, pode atacar qualquer mamífero, inclusive seres humanos. 

Tem preferência por áreas do corpo com bastante irrigação sanguínea, como as articulações e o pescoço.

 

Carrapato Dermacentor  

É também um dos vetores da babesiose canina.

(Imagem: Shutterstock)

Originário da América. Também bastante comum, pode ser o responsável por uma simples coceira e também o transmissor da babesiose canina. Ocorre em todo o Brasil, sendo mais comum nas zonas rurais.

Não faz distinção entre os mamíferos e não tem uma preferência específica pelos cães. Costuma ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive onde a pele é mais grossa e menos irrigada.

 

Amblyomma cajennense ou "Carrapato-estrela"

Mais comum em cavalos e capivaras, possível em cães, é importante na febre maculosa

(Imagem: Shutterstock)

O Carrapato-estrela é comum no Brasil e é vetor de várias doenças mortais, inclusive de zoonoses, doenças que passam de animais para pessoas. É o vetor da febre maculosa e também pode ser vetor da babesiose.

É mais comum em ambientes com bastante vegetação. Ocorre em todo o Brasil, mas prefere o mato e a sombra, junto com um ambiente quente para espreitar por seu hospedeiro. Por ser mais comum em cavalos e capivaras, estão adaptados a sugar peles bem grossas, logo podem atacar qualquer parte do corpo do cão.

 

Principais doenças transmitidas por carrapatos

O carrapato só é capaz de transmitir a doença se a bactéria, o vírus ou o protozoário estiver em seu sistema. Logo, não é porque seu cão foi vítima de um determinado carrapato que ele necessariamente está doente.

Na maioria das vezes, o carrapato só causa desconforto, coceira e dermatites alérgicas. Mesmo um carrapato que não seja vetor de nenhuma doença pode causar riscos maiores ao seu cão, como a anemia. Se um cão de pequeno porte tiver uma infestação de carrapatos se alimentando de grandes quantidades de seu sangue, ele pode facilmente se tornar anêmico. Isso, no entanto, se resolve facilmente se descoberto rápido: eliminando os carrapatos e com uma boa alimentação, a anemia deve desaparecer. 

No entanto, existem doenças muito perigosas que são transmitidas pelos carrapatos e podem ser mortais, e algumas podem até ser transmitidas para os seres humanos. A maioria dos sinais são bastante gerais e muito parecidos com o de outras doenças, o que dificulta muito um diagnóstico.

A babesiose e a erliquisiose são duas doenças que afetam o sangue e são vulgarmente conhecidas como "doença do carrapato". A babesiose é transmitida pelo carrapato, onde o protozoário Babesia canis é o responsável pela doença, muito comum em ambientes urbanos.

Assim como a babesiose, a erliquiose também é transmitida pelo carrapato que possui a microorganismo Ehrlichia canis. As duas doenças geram problemas sanguíneos graves e, dependendo do grau, podem acometer outros órgãos. 

(Imagem: Shutterstock)

Outra doença que pode ser transmitida pelo carrapato e pode ser passada para seres humanos é a doença de Lyme, causada por uma bactéria chamada Borrelia burgdorferi. 

A doença de Lyme pode ser passada dos cães para as pessoas através de carrapatos e, por isso, é uma zoonose. Ela causa uma série sinais nas articulações, no sistema nervoso central e no coração, além de poder causar danos neurológicos irreversíveis. O diagnóstico da doença é feito com o exame de sangue que irá detectar a bactéria. 

Uma das mais "famosas" doenças transmitidas por carrapatos, e certamente a mais perigosa, é a febre maculosa. A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato que possui a bactéria Ricketsia rickettsii. É possível notar os primeiros sinais clínicos já 2 horas após o animal ter sido picado.

A evolução da doença é rápida, e pode levar a necroses, infecções generalizadas e morte em pouco tempo.

 

Encontrei um carrapato no meu cachorro! Como devo proceder?

Não é recomendado arrancá-lo com os dedos, isso pode lhe contaminar e acabar não o removendo por completo.

(Imagem: Shutterstock)

Quando você nota um carrapato no seu cachorro, o primeiro instinto é arrancá-lo, mas resista! Se simplesmente puxá-lo entre seus dedos, você corre o risco de não removê-lo completamente e ainda se contaminar. Além disso, você pode acabar espremendo-o e liberando possíveis ovos, o que só vai piorar a situação.

Para remover o carrapato, o ideal é ir ao médico veterinário. Um profissional vai remover o carrapato de forma segura e poderá garantir que não há outros parasitas ou ovos. Além disso, um médico veterinário é capaz de identificar o carrapato, além de prever há quanto tempo ele estava no corpo do animal, o que facilita muito os exames de sangue em caso de busca por alguma doença.

 

Prevenir é a melhor opção

Substâncias em pipetas, sprays e coleiras evitam parasitas como carrapatos, além de serem eficazes contra pulgas e mosquitos.

Se encontrar carrapatos no seu cão, o ideal é passar a fazer uso de repelentes. Podem ser em pipetas, sprays e até coleiras, a cada 20 dias. Evitar o carrapato é a melhor maneira de combatê-lo, e existe no mercado uma infinidade de produtos bastante eficientes. Converse com o seu médico veterinário.

Para saber mais sobre como deixar seu pet livre dessas pragas, assista ao vídeo! E lembre-se, o AgendaPet conta com a melhor seleção de médicos veterinários para ajudá-lo a manter seu cão saudável e feliz! Acesse o site e confira os perfis completos, agende uma consulta online, pelo site! Assim, fácil e seguro!

 

(Como deixar seu cão livre de pulgas e carrapatos - YouTube - Acesso em 16.08.2013)

 

(Equipe AgendaPet)

 

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